[BLOG] Georgina: a voz no livro

“Minha avó materna, a Georgina, tem 90 anos. Eu tenho 32. Nesse tempo todo que a gente convive, ela já tinha me contado vários episódios da vida dela. Mas era muito difícil juntar tudo e lembrar dos detalhes.

Aí, a Flávia Siqueira e a Marina Almeida foram conversar com a minha vó. E buscaram fotografias antigas que ficavam guardadas láááá no fundo do armário. E fizeram um livro de 92 páginas com uma narrativa que me levou pra região de Morungaba e Bragança Paulista, no interior de São Paulo dos anos 1920, 1930, 1940… Muito antes de eu querer nascer. Muito antes de a minha mãe nascer. Antes de vários fatos históricos do século 20.

Por motivos óbvios, foi um dos livros mais interessantes que eu já li. Quem tem um exemplar, vai guardar com muito cuidado, porque a edição é limitada. Não tem na Livraria Cultura, nem na Saraiva, nem na Amazon.” (Renato, neto)

Daria um livro
No começo, Dona Geórgia achava que não teria muita coisa a contar. Perguntávamos sobre a infância, ela falava um pouco, depois parava e dizia “não alembro”. Pensava por alguns instantes em silêncio e, de repente, começava a puxar pela memória um lugar ou acontecimento. Assim, as lembranças iam se encaixando e compondo suas histórias de vida — uma vida que daria não apenas um, mas vários livros.

“Dona Georgina é minha mãe e mora comigo. Quando ficou sabendo que sua história seria contada em livro, ficou toda faceira e não se cansava de dizer, admirada: ‘Já pensou quantas pessoas vão ficar sabendo da minha história?’ Todas as vezes que iria ser entrevistada, ficava ansiosa esperando pela visita das autoras do livro. Ela fica horas olhando a obra da sua vida. Parabéns, Flavia e Marina! Vocês não imaginam o bem que fizeram à minha mãe! Um trabalho como este não tem preço, enriquece os laços familiares e diviniza a alma do homenageado.” (Lucinda, filha)

A voz de Georgina
A fala de Dona Geórgia traz o modo de se expressar de certas regiões do interior paulista: “nós” é pronunciado como nói; o diminutivo aparece com muita frequência e musicalidade, como em banhinhinha. Não podíamos deixar esses detalhes de fora: decidimos manter muitos trechos da fala de Dona Geórgia exatamente como os ouvimos — a ideia é que, ao lermos suas frases, seja possível imaginá-la falando. E assim foi se construindo a obra: uma dança entre a voz de Dona Geórgia e nossa descrição de lugares e acontecimentos.

Leia alguns trechos do livro Georgina – Costurando histórias.

Leia os capítulos 3 e 7 do livro (formato PDF).

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[BLOG] Reorganizando fotos e histórias

— Nossa… Se eu sentasse e escrevesse tudo pelo que já passei… Foi tanta coisa!

Não era a primeira vez que eu ouvia minha avó dizer isso. E, agora, era a hora perfeita para colocar tudo no papel. Já havia trabalhado alguns anos como jornalista e estava começando a organizar, com a Marina Almeida, a ideia de abrir uma empresa de produção de livros personalizados.

— Vó, quer que a gente faça um livro com suas fotos e histórias?

— Ah, eu quero!

Como ela tinha acumulado muitas fotos (algumas do início do século 20), pensei em criar um livro organizado a partir delas. Quais fotos eram as mais significativas para ela? O que ela notava primeiro? Qual era a história daquela fotografia? Que lugar era aquele? Que ano era? Que roupa era aquela?

Mas é claro que havia muito mais além das fotos. Histórias que não tinham sido registradas em imagens: sustos com os filhos pequenos, brincadeiras de infância, o cansaço sem fim da vida de comerciante, o sumiço da cachorrinha Mel e sua volta para casa…

O resultado foi um livro que mescla textos longos sobre memórias (páginas de fundo branco) e observações sobre fotografias relacionadas aos períodos que coincidem com essas lembranças (páginas de fundo preto).

Para mim, foi uma incrível volta às histórias que minha vó contava, aos lugares de que ela falava, às fotos que eu costumava tirar dos armários para fuçar sempre que, quando criança, ia passar meu período de férias escolares na casa dela. Olhava aquelas fotos em preto e branco, perguntava quem eram aquelas pessoas e ela me explicava — só para eu esquecer e voltar, nas férias seguintes, a olhar as mesmas imagens e fazer as mesmas perguntas.

Gravar entrevistas com minha vó e depois transcrevê-las, digitalizar imagens, anotar informações sobre quem eram aquelas pessoas… Todo o processo me ajudou a organizar coisas que eu ouvia desde criança, mas que estavam bagunçadas na minha cabeça.

Então, o Barreirão — esse lugar de que ela tanto falava — foi onde ela passou os primeiros anos de infância… A adolescência foi em Osvaldo Cruz… Os nomes dos avós paternos eram Domingas e João, ambos portugueses. Os avós maternos eram Henrique e Carolina — ela, mineira; ele, também português. Domingas e João vieram de Funchal; Henrique, de Trás-os-Montes…

Na primeira entrevista, os nomes e lugares de origem ainda me confundiam. Montei uma árvore genealógica para não me perder e parar de repetir perguntas. Deu certo.

A maior parte das fotografias estava bem conservada. Gosto de pensar que devo agradecer, em parte, à súbita vontade que tive um dia, quando criança, de colar nos álbuns as fotos que antes estavam soltas. Isso provavelmente ajudou a evitar que elas se desbotassem. Claro que em meu trabalho/diversão de infância não havia organização nenhuma — de repente, em meio a fotos da década de 1980, aparecia uma imagem dos anos 30.

Eis que, agora, o livro existe! Antes de receber os exemplares impressos, cheguei a sonhar que tudo tinha dado errado. Que havia erros na capa, que a impressão estava ruim, que faltavam páginas… Mas nada disso aconteceu. A impressão está ótima, as cores estão vivas, nenhuma página falta.

Agora, o livro existe (leia trechos)! Olha… Ainda me impressiono com isso. (risos)

[FLÁVIA SIQUEIRA]

 

BLOG | A história de um livro (e o início de outros)

Escrever um livro contando as memórias de um casal prestes a completar 60 anos juntos? Ouvir suas histórias e transformá-las em texto? O convite era muito interessante, e também desafiador. Minha empolgação foi crescendo conforme eu conversava com o filho do casal, que os presentearia com o livro. A história deles trazia um pouco da história do nosso país: a imigração para o Brasil da família italiana de dona Dalva, a vida no campo, com seus desafios e trabalho duro,a cultura e os causos da roça, a mudança para São Paulo e a adaptação ao trabalho das fábricas e ao modo de vida da cidade grande… E a vida comum e os grandes momentos da história também se encontravam, como quando seu Domingos presenciou os soldados da revolução de 1932 ou as lembranças de como a Segunda Guerra Mundial afetou a vida dos dois no interior do país.

Antes da primeira entrevista descobri que eles estavam um pouco nervosos para falar com uma jornalista e que tinham dúvidas se suas histórias de vida, tão simples, seriam interessantes o suficiente para serem transformadas em livro. Mas a primeira conversa logo foi ficando mais descontraída e a satisfação pela história construída tomou o lugar da apreensão inicial. Eles riam das dificuldades por que passaram e me convidavam a ver, também, com bons olhos a vida. O trabalho duro, no campo ou na fábrica, era lembrado com orgulho. Já a festa de casamento da roça, simples e animada, foi motivo de risadas – sem luxos, eles tinham o necessário e não precisavam de mais.

As histórias de dona Dalva e seu Domingos são contadas não só com palavras, mas também com gestos, modos, olhares e vozes. Para o texto escrito, além de organizar e hierarquizar o grande volume de informações, era preciso valer-se de recursos literários para garantir a leveza, a vivacidade e a força do que estava sendo contado. Isso, claro, sem perder a fidelidade aos fatos vivenciados por eles.

Após a redação de todo o livro, que tem quase 200 páginas (leia alguns trechos aqui), o material ainda passou por algumas etapas complementares e de finalização: revisão da família – para garantir que nenhuma informação errada fosse publicada –, revisão gramatical, criação de ilustrações para algumas passagens, seleção de fotos e documentos a serem reproduzidos na obra, diagramação das páginas, elaboração da capa e, finalmente, a impressão. Ao final, ver os livros impressos foi muito gratificante para todos nós. Foi também neste momento que eu comecei a pensar em como gostaria de continuar este trabalho de ouvir com atenção as histórias e ajudar as pessoas a escrevê-las, registrando sua vida e seu legado. Foi a partir daí que a ideia do Daria um livro nasceu.

[MARINA ALMEIDA]

BLOG | Explorando os detalhes de uma fotografia

De tempos em tempos, chega a hora de tirar os álbuns do armário e trazê-los para a mesa. Junto com eles, vêm também algumas caixas de sapatos com fotografias antigas. É quase como um chamado: depois de meses (talvez anos), as imagens querem sua atenção novamente.

Uma fotografia nunca é vista da mesma forma duas vezes: o nosso olhar muda com o tempo. Podemos perceber hoje coisas que nem notávamos anos atrás — detalhes no fundo da imagem, por exemplo. Se a fotografia foi tirada em uma rua comercial, talvez seja possível visualizar os nomes das lojas. Será que elas ainda existem? A internet pode ajudar a descobrir.

Vale usar uma lupa, escanear a imagem ou tirar uma fotografia dela com uma boa câmera, que gere uma imagem de alta resolução. Dar zoom e passear pelos detalhes da foto é como uma pequena viagem no tempo.

Fizemos isso com uma foto da década de 1950 que está em um dos álbuns de Apparecida, protagonista de um livro (biografia) que estamos escrevendo (leia trechos desse livro aqui). Uma página será dedicada à imagem e alguns de seus detalhes:

detalhes_fotografia_antiga

Após algumas pesquisas na internet, descobrimos que o time juvenil de baseball da ADOC (Associação Desportiva de Osvaldo Cruz) foi campeão sul-americano em 1956.

[Flávia Siqueira]

BLOG | Nó de tijolos e concreto

(Dona Cida é paulista e tem 76 anos. Como muitas pessoas da sua geração, sua história começa no interior e chega à grande metrópole no começo da vida adulta. Da cidade de Oswaldo Cruz para uma casa alugada em Santo André, para outra em São Mateus, bairro da zona leste de São Paulo. Do aluguel para uma construção improvisada em terreno próprio, feita aos poucos. Como é a história de tantas casas nesta cidade.)

***

Tudo foi construído aos poucos. Começando pelo salão comercial, na época em que as ruas dos bairro ainda eram de terra. Ali, abriram um bar. Decidiram morar no porão do comércio enquanto não faziam dinheiro para erguer uma casa.

O dinheiro foi entrando aos poucos, e a construção seguiu no mesmo ritmo. Primeiro, uma cozinha anexa ao porão. Depois, uma casa de três cômodos para o filho mais velho, com casamento marcado. Depois, sobre o salão do bar, a casa para o filho mais novo, que também se casaria. Duas garagens. Escadas, espaços sob escadas, portões. Uma escada ao lado da primeira casa para chegar até o comércio sem precisar dar a volta pela calçada. Dois cômodos extras para a casa do filho mais velho.

Tudo acabou interligado. Janelas do porão — que virou depósito do comércio — davam para o quintal da casa do filho mais velho e para a garagem do filho mais novo. O quintal do filho mais novo ficava sobre o quarto do filho mais velho.

Décadas se passaram. A família cresceu. Todos começavam a pensar no que fazer com aquela construção nos próximos anos. Seria possível vender as casas separadamente? Só com muitas reformas e muito dinheiro gasto.

Melhor esquecer a ideia. Ou alugariam — se é que alguém aceitaria dividir espaço daquela forma —, ou ficariam por ali mesmo (como tem sido).

A construção havia dado um nó em todos. E ela conseguiu o que queria: ficar ali, do jeito que escolheu crescer, com as mesmas pessoas.

[Flávia Siqueira]

BLOG | Um conto sobre ser criança em outros tempos

(Estamos escrevendo o livro de Dona Geórgia, senhora de 90 anos que mora em São Paulo. O conto a seguir foi escrito a partir de relatos dela sobre a infância no interior do Estado na década de 1930. Trata-se, assim, de ficção baseada em acontecimentos reais: um exercício de imaginação sobre ser criança em outros tempos e lugares.)

***

Barrigas que crescem

 

A barriga da mãe havia crescido muito nos últimos meses. A menina mais nova não tinha prestado muita atenção naquilo. A menina mais velha já tinha visto aquilo acontecer antes. A barriga da mãe acabou murchando um tempo depois de a menina mais nova ter chegado. Essa era, talvez, a lembrança mais antiga dela. Uma coisa tinha a ver com a outra? A menina mais velha tinha quase certeza que sim. Na fazenda, aquilo sempre acontecia: barrigas que crescem, crescem, ficam bem redondas e que murcham algum tempo depois de um bebê aparecer.

Naquele dia, uma velhinha chegou em casa logo pela manhã. Usava um xale cinza, um vestido vermelho com flores brancas e um sapatinho preto, sem salto. O cabelo vinha preso num coque bem feito, de um cinza brilhante.

Quando ela chegou, as duas meninas tinham acabado de acordar. Foi o pai quem deu o café da manhã: um pedaço de pão com manteiga e um copo de leite para cada uma.

— Cadê a mãe? — perguntou a menina mais velha ao pai.

— Tá descansando. Daqui a pouco ela levanta.

Assim que a velhinha de xale apareceu na porta da cozinha, o pai a levou pelo corredor, até o quarto onde a mãe descansava. A menina mais velha fez menção de ir atrás, mas o pai logo mandou:

— Cêis fiquem aí!

Elas obedeceram e terminaram o café da manhã. Um som que não era nem um grito nem um gemido veio pelo corredor. Não demorou muito e o pai voltou:

— Agora cêis vão brincar lá no quintal.

— A mãe tá boa? — quis saber a menina mais velha.

— Tá boa, sim. Mas agora cêis vão pro quintal e fiquem lá até eu chamar. Vão brincar.

E lá se foram as meninas. Resolveram começar brincando de boneca. A menina mais velha chamava aquilo de “brincar de comadre”: a irmã seria madrinha da boneca. A menina mais velha corria até a biquinha de água, enchia uma vasilha meio amassada e pedia para a menina mais nova jogar na cabeça da boneca. Ela adorava: fazia a água escorrer devagar da vasilha pela cabeça careca e lisa da boneca.

Depois, foram ver os porquinhos que tinham nascido naquela semana. Emendaram um esconde-esconde e mais um batismo de faz-de-conta.

As duas meninas estavam tão mergulhadas naquele mundo imaginário que não perceberam quando o pai chamou pela primeira vez, da porta da cozinha.

— Fia! Já chamei. Vem logo. Nasceu sua irmãzinha.

— Irmãzinha?

As meninas deixaram as bonecas no pé de uma árvore e correram pelo corredor da casa. Quando entraram no quarto da mãe e do pai, lá estava a velhinha numa cadeira ao lado da cama. O coque ainda brilhava. A mãe, meio deitada e meio sentada na cama, tinha no colo um bebê muito pequenininho enrolado em panos brancos.

As meninas ficaram em pé, ao lado da cama.

— Ói o que ela trouxe pra mim debaixo do xale dela! — disse a mãe, sorridente.

As irmãs se aproximaram para ver o bebê mais de perto. Ele fazia uns barulhinhos, que lembravam choro. A menina mais nova — que agora era a do meio — ficou contente, soltou uma gargalhada e levou as mãos à boca.

A menina mais velha ficou olhando séria para a irmãzinha, concluindo que existia mesmo alguma relação entre barrigas que crescem e bebês que aparecem. E era sempre com as mulheres. As barrigas dos homens nunca murchavam. Será que um dia isso iria acontecer com ela também? A barriga crescer até uma velhinha chegar em casa e lhe entregar um bebezinho pra cuidar?

[Flávia Siqueira]

Transformamos sua história em livro

“Era apenas uma visita à casa da família de sua amiga. Enquanto esperava o café ser servido, parou para olhar as fotos dos irmãos, cuidadosamente dispostas num nicho ao lado da entrada. E lá estava ele. Os olhos verdes como os da irmã, o sorriso tímido e a expressão serena. Ela não tinha mais dúvidas.

– Quem é este?

– É meu irmão, Antônio, que está no Brasil.

Antônio, como seu santo de devoção. Não faltava mais nenhum sinal.

– E quando ele vem visitar vocês?

– Só ano que vem.

Não tinha problema. Para passar o resto da vida juntos, valia a pena esperar um pouco.”

A memória é feita de fios que vão e vêm. Às vezes embaraçando as histórias, outras vezes trazendo surpresas na ponta das linhas entrelaçadas. Tecer os fios da nossa história ajuda-nos a reconstituir o sentido da própria vida, construída e reconstruída todos os dias por nós.

Acreditamos que as histórias de todas as pessoas são únicas e valem a pena ser contadas, tanto os pequenos casos de cada dia quanto os grandes acontecimentos da História. Sua trajetória e a da sua família, os momentos por trás das fotos daquele antigo álbum, os causos dos seus avós, a descoberta de um grande amor, o nascimento dos filhos ou os principais momentos de uma grande viagem… Toda história daria um livro e nós podemos ajudar a escrever o seu.

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Memórias de infância

“A brincadeira favorita era pular amarelinha com os primos. Em vez de pedras, jogavam ameixas para marcar as casas – as árvores ficavam tão carregadas no verão que ninguém aguentava comer tudo aquilo. Quando cansavam, iam até o riacho molhar os pés e as mãos, e logo voltavam a brincar. Agora o desafio era pular de um lado para o outro do pequeno córrego sem escorregar. Ao cair da tarde, era hora de voltar para casa e a fumaça das chaminés já avisava que por trás das silenciosas casas de pedra havia panelas ao fogo. Em frente à lareira, a mãe e as tias aproveitavam para terminar a costura enquanto a vó contava histórias de seu tempo de moça bonita até a hora do sono chegar.”

A novidade de quem vê o mundo pela primeira vez, as descobertas, as brincadeiras, o tempo que passava mais devagar e as lembranças daqueles que nem sempre puderam nos acompanhar em outras fases da vida fazem da infância um momento muito importante. Ainda que a memória falhe algumas vezes, as pequenas histórias e os momentos marcantes nos ajudam a entender de onde viemos e quem somos hoje.


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