[BLOG] Como preservar fotos impressas

4 cuidados essenciais para garantir que as fotos não se deteriorem com o tempo

Sempre gostei de olhar os álbuns de fotos antigas da minha família. Aquelas pessoas em preto e branco — mulheres sempre de saia e homens de chapéu — pareciam ser de um outro mundo, mas não: eram meus pais e avós quando tinham a minha idade.

Depois de um tempo olhando para aquelas pessoas tão diferentes, começava a enxergar nossas semelhanças: aquele sorriso era mesmo o da minha vó — ainda hoje, tanto anos depois —, o rosto daquela criança pequena lembrava mesmo meu pai, o olhar daquela moça bonita era o da minha mãe… E aí começava a me ver também nos traços daquelas pessoas.

“De tudo fica um pouco”, como escreveu Drummond sobre retratos e memórias de família. “Fica um pouco do teu queixo no queixo da tua filha.” Perceber essas pequenas ou grandes heranças era como desvendar um mistério guardado pelo tempo.

Mas será que essas fotos, que podem nos revelar tanto sobre outros tempos e nossas origens, estão armazenadas de forma adequada? Ou, por descuido e desconhecimento, estaríamos encurtando sua vida útil?

Para nos ajudar a preservar fotografias impressas (antigas ou recentes), conversamos com Júlio Prado, impressor fine art da Papel Algodão, estúdio de impressão certificado que atende galerias, artistas e fotógrafos profissionais e amadores.

Confira as principais dicas dele: 

Limpeza
Júlio explica que não é recomendado utilizar nenhum produto abrasivo nas imagens e que qualquer substância que não seja de PH neutro pode danificar as fotos. “Existem alguns produtos e papéis importados que podem ser utilizados para este fim. Os produtos se chamam PEC Pad e PEC-12 e podem ser encontrados na Casa do restaurador”, recomenda.

Armazenamento
“O ideal é armazenar as fotos impressas em caixas ou em álbuns de material neutro, se possível separadas por papel glassine”, diz Júlio. Antigamente, ele explica, alguns álbuns possuíam folhas de separação ou proteção feitas de um material plástico que não era neutro. Por isso, essas folhas amarelavam com o tempo e transferiam acidez para as fotos, que também se deterioravam. Hoje, porém, existem álbuns com folhas de papel glassine neutro que funcionam como separadores e protetores das fotos.

Cuidados com o porta-retrato
“O maior inimigo das fotos é a própria luz”, alerta o impressor. Por isso, porta-retratos não devem receber luz solar diretamente. Ele também recomenda evitar porta-retratos com fundo de um material conhecido como eucatex, que é ácido.

Restauração de fotos deterioradas
Se as fotos já foram danificadas, Júlio indica usar os produtos PEC pad e PEC-12 para limpá-las e neutralizar parte do efeito sofrido. “O ideal é mantê-las em uma caixa de PH neutro e no escuro”.

Além disso, ele sugere que as fotos sejam digitalizadas (veja como cuidar das fotos digitais) e os arquivos, então, restaurados em softwares de edição de imagens. Depois, é possível fazer uma nova impressão em papel de algodão ou alfa celulose. Lembrando que essas cópias também devem ser mantidas ao abrigo da luz.

Outra opção é imprimir as imagens em um livro que pode ser distribuído para os familiares e trazer, além de fotos e informações sobre datas e lugares, detalhes sobre a trajetória de sua família.

As memórias de seus avós e seus pais, lembranças de viagens, momentos marcantes entre amigos, histórias de amor… Tudo isso pode ser transformado em livro. Não sabe por onde começar? Entre em contato conosco! A Daria um Livro escreve e edita suas histórias, ajudando você a preservar memórias.

[Marina Almeida]

Anúncios

[BLOG] 4 dicas para editar e organizar suas fotos digitais

Relembrar momentos alegres é uma das formas mais simples de combater sentimentos de solidão e tristeza. Segundo pesquisas, um dos sintomas da depressão é justamente esquecer situações felizes. Assim, hábitos como rever fotos antigas podem ajudar a refrescar a memória e, de quebra, liberar hormônios que elevam nosso bem-estar.

Com a popularização das fotos digitais, tiramos muito mais fotos do que antes, o que gera um volume enorme de imagens (e memória utilizada). Assim, o que era para ser uma atividade gratificante pode se tornar uma tarefa cansativa. Para que isso não aconteça, veja a seguir dicas de profissionais de fotografia sobre como selecionar, arquivar e editar essas imagens.

Seleção das imagens
Um dos primeiros passos para a organização dos arquivos é fazer uma seleção das melhores imagens. “Escolha as fotos que realmente importam e descarte o que é redundante ou ruim. Arquive somente o melhor de uma produção de fotos”, recomenda o fotógrafo Marcelo Scandaroli, especializado em arquitetura e indústria.

Além disso, a escolha das melhores fotos vai garantir um uso mais inteligente da memória, seja em um HD externo ou na nuvem, ressalta Marcelo Andrade, que é fotógrafo especializado em publicidade e moda, além de ministrar cursos e oficinas de fotografia. “Quando você decidir rever o material, aproveitará melhor o tempo.”

Organização do arquivo
Nesse processo de organização, criar um banco de imagens e ter um padrão para nomear as pastas também pode ajudar muito a encontrar as imagens rapidamente no futuro. Scandaroli recomenda que as pastas sejam nomeadas primeiro pela data e depois pelo assunto das fotos ali contidas. Assim, ao encontrarmos, por exemplo, a pasta “5-12-2016 Aniversário da Bia”, saberemos de antemão o conteúdo daquela pasta e a data em que as fotos foram tiradas, sem risco de confundir com imagens de aniversários anteriores.

Edição e correção das imagens
Também pode ser interessante fazer pequenas correções em suas imagens antes de arquivá-las, como aumentar o brilho para destacar uma fotografia tirada num ambiente escuro.

“Recomendo o programa Lightroom para qualquer entusiasta ou profissional da fotografia. Ele ajuda a editar, organizar, corrigir, salvar em formatos de arquivos universais e fazer o backup de todo o material de modo racional e organizado”, aponta Scandaroli.

Também existem opções de programas gratuitos de edição, como o PhotoScape e o Gimp. Para editar diretamente no celular, uma boa opção gratuita é o Snapseed, aplicativo disponível para iPhone e Android.

Qualidade das fotos
Em tempos de fotos digitais, muitas vezes feitas com o celular, a resolução das imagens ainda é importante? Vale a pena ocupar mais espaço na memória da câmera com fotos maiores?

A resolução, explica Andrade, está diretamente relacionada à sua visualização. Para um monitor eletrônico, uma resolução mínima de 100 DPIs já garantirá uma excelente imagem. Para impressão, o tamanho da foto precisa ser maior, mas com cerca de 150 DPIs já será possível imprimir a imagem com boa qualidade.

Sabia que DPI é a sigla para dots per inch? Saiba mais.

No caso de fotos para uso profissional, como divulgação de serviços ou pesquisa, devemos redobrar os cuidados com a resolução.

“Sempre utilizo a maior e melhor qualidade que a câmera pode produzir. A razão é simples: se precisar fazer uma impressão gigante, já terei a imagem com qualidade suficiente para isso”, explica Scandaroli. Para salvar fotos que poderão ser acessadas muitos anos depois, ele recomenda o uso do DNG (Digital Negative), um arquivo universal que pode ser compactado sem perda de qualidade.

Conheça o trabalho dos fotógrafos entrevistados:

Marcelo Scandaroli: http://scandaroli.46graus.com e https://www.instagram.com/scandaroli/

Marcelo Andrade: www.marceloandrade.com.br

[Marina Almeida]


Você tem uma história que gostaria de transformar em livro? Receba em seu e-mail informações sobre nossos preços e pacotes:

[BLOG] Como preservar fotos: a importância do backup

Se sua casa estivesse pegando fogo, sua família e seus animais já estivessem em segurança e você pudesse salvar apenas um objeto, o que seria? Não sei por que motivo estranho, mas às vezes eu me faço essa pergunta. E minha resposta é sempre a mesma: eu salvaria minhas fotos e as fotos de família.

Documentos a gente refaz, roupas e livros dá para comprar de novo, mas esses registros de quem éramos – lembranças da infância ou de uma viagem que se apagariam muito mais facilmente sem o registro – e de quem nossos pais e avós foram, como se vestiam, se portavam e seus traços que ainda podemos reconhecer em nós, não têm preço, nem volta.

Apesar disso, a verdade é que posso perder várias de minhas fotos sem precisar passar por uma situação tão dramática: se, por exemplo, o computador tiver um problema de repente, se o CD parar de funcionar sem aviso ou mesmo se eu deletar as imagens sem querer por uma confusão qualquer. A falta de um backup adequado para as fotos digitais – ou de armazenamento correto para as fotos impressas – pode pôr tudo a perder rapidamente.

Para evitar que o pior aconteça, entrevistei dois fotógrafos profissionais que deram dicas sobre como organizar e preservar suas fotos digitais (em posts futuros também trarei dicas sobre fotos impressas).

Não deixe o backup para depois
Se for seguir só uma das nossas dicas, escolha essa: faça backup ou , em bom português, uma cópia de segurança. “Quando você tem apenas uma cópia, não tem nenhuma! Um trabalho, uma viagem, momentos únicos podem ser perdidos por falta de backup”, diz o fotógrafo Marcelo Scandaroli, especializado em arquitetura e indústria. Sua recomendação é que um primeiro backup seja feito antes mesmo da seleção e da edição das imagens, para evitar problemas durante esse processo.

Scandaroli também recomenda o uso de ao menos duas mídias diferentes para salvar as imagens. “Um HD pode pifar, um DVD para estragar, pode dar um problema totalmente inesperado na nuvem. Não confie em apenas uma mídia para backup.”

Marcelo Andrade, professor e fotógrafo especializado em publicidade, concorda. “No geral, o que aconselho a todos é ter dois HDs externos e fazer o backup em ambos. Esses HDs devem ficar em locais diferentes também, por questão de segurança”, explica. Dependendo do volume de imagens, ele aponta que o backup em nuvem, em programas como iCloud e OneDrive, pode ser uma boa opção, mas ressalta que nesses casos há risco de invasão e perda de privacidade das imagens.

Atualização
O backup deve ser atualizado sempre que novas imagens forem feitas, já que a demora em fazer a cópia de segurança dos arquivos pode pôr tudo a perder. Além disso, conferir se as fotos foram descarregadas antes de apagá-las do cartão de memória também é essencial.

Alguns programas podem fazer um backup automático dos arquivos salvos no computador, evitando que esquecimentos atrapalhem a segurança das imagens. Scandaroli usa o TimeMachine, disponível para computadores MAC, que faz cópias constantes e automáticas dos arquivos. Existem programas parecidos para Windows e outros sistemas operacionais – se você estiver em busca de um, esta lista pode ajudar.

[No próximo post, falaremos sobre qualidade e resolução das imagens 😉 ]

Conheça o trabalho dos fotógrafos entrevistados:

Marcelo Scandaroli: http://scandaroli.46graus.com e https://www.instagram.com/scandaroli/

Marcelo Andrade: www.marceloandrade.com.br

[Marina Almeida]

 


Você tem uma história que gostaria de registrar ou colocar no papel? Receba em seu e-mail informações sobre nossos preços e pacotes:

As histórias de seus pais e avós

“Dona Cida tem memórias detalhadas sobre o momento em que a família se reuniu para fazer aquela foto. O dia começou cedo para ela: acordou as crianças às seis e meia para o banho. A roupa de cada uma delas já estava separada desde a noite anterior: um conjuntinho de bermuda e camisa branca para o filho mais velho; uma jardineira com camiseta azul para o mais novo. Às oito, irmãos, filhos, pais e avós deveriam estar a postos na porta do estúdio fotográfico, o único da cidade.”

Quem são aquelas pessoas na fotografia em preto e branco? Onde estavam e o que faziam? Quais são as lembranças mais antigas dos seus pais? Onde seus avós cresceram? Do que brincavam? Quais suas maiores lições?

Tudo isso cabe em um livro — das viagens e mudanças em família aos causos de interior. Nossa proposta é ouvir e gravar essas histórias com cuidado, para em seguida transcrevê-las e costurá-las em um texto que vá além da mera descrição de acontecimentos. Procuramos também registrar ali a identidade de quem conta a história: detalhes de sua fala, palavras favoritas, gestos e emoções.


***

Em busca de mais inspirações? Leia também:

Transformamos sua história em livro Transformamos sua história em livro
Memórias de infância Memórias de infância
Receitas e tradições de família Receitas e tradições de família
A trajetória da sua empresa A trajetória da sua empresa
Grandes pequenos momentos Grandes pequenos momentos