Como fazer sua árvore genealógica

Árvore genealógica é um diagrama que representa o histórico familiar de uma pessoa ou de um grupo de pessoas. Os nomes dos antepassados – pais, avós, bisavós, tataravós – são conectados por linhas que indicam casais, filhos e irmãos.

Começando com seu nome na base, a típica árvore genealógica cresce para o alto e vai formando uma “copa” cada vez maior. Afinal, você tem dois pais (pai e mãe), quatro avós, oito bisavós e 16 trisavós (que muitos chamam de tataravós). Caso você esteja interessado em representar apenas uma ramificação da sua família, também é possível montar uma árvore parcial.

A árvore genealógica é uma ferramenta bem útil para quem está pesquisando a história da própria família, seja para guardá-la como registro ou para solicitar cidadania em outro país.

Algumas dicas para enriquecer sua árvore genealógica:

  • Busque os nomes completos e corretos (atenção à grafia) dos sobrenomes.
  • Acrescente retratos, caso tenha.
  • Anexe à arvore e aos nomes outras informações relevantes, como datas importantes (nascimento, chegada ao Brasil, casamento, óbito), nacionalidade, local de nascimento, profissão.

Como criar a árvore genealógica

Se você estiver montando sua árvore em papel, considere digitalizá-la. É uma boa forma de manter o registro mais seguro e compartilhar com outras pessoas.

Também é possível criar a árvore do zero já em formato digital. Para isso, você pode usar programas de computador tradicionais, como o Excel ou outro aplicativo de planilhas ou o Microsoft Word. O Canva, um aplicativo on-line de design, também oferece alguns modelos gratuitos.

Existem sites que combinam funcionalidades: montar sua árvore e pesquisar registros de antepassados. É o caso do MyHeritage, do Geni, do Genoom e do Family Search.

O que aconselhamos: se quiser utilizar um desses sites, pesquise bem as opções e leia com cuidado as condições de uso. Alguns deles têm serviços pagos e usarão suas informações (pessoais e familiares) para alimentar a própria base de dados. De um lado, isso pode ajudar outras pessoas a encontrar parentes distantes e informações sobre seus antepassados. Por outro lado, sabemos que os dados também podem ser usados de outras formas, para propaganda, direcionamento de campanhas específicas etc.

A título de curiosidade: o site Family Search, por exemplo, é um braço da Igreja Mórmon – no Brasil, conhecida como Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Embora o site não faça propaganda ostensiva da igreja e seja de fato útil na pesquisa de documentos, há casos de “batismo póstumo” (e, portanto, involuntário) que já causaram bastante polêmica. Sobre isso, recomendamos a leitura desta matéria da Vice: Como e por que os mórmons estão catalogando todos os registros civis do Brasil.

Obtendo informações sobre seus antepassados

Hoje, já existe bastante informação on-line sobre imigrantes que chegaram ao Brasil, principalmente nos séculos 19 e 20. O Museu da Imigração, por exemplo, tem um ótimo acervo digital e uma equipe dedicada a ajudar qualquer cidadão na busca por informações.

Para a maioria dos casos, contudo, ainda é necessário realizar pesquisas mais demoradas, manuais e trabalhosas, mas que podem valer muito a pena justamente pelas descobertas do processo:

  • Converse com seus familiares mais velhos. Pergunte sobre nomes, sobrenomes, informações de antepassados, lugares e datas.
  • Procure e guarde os documentos que encontrar. Lembre-se que os registros dos documentos “puxam” outros, que ajudarão você a montar o quebra-cabeças da sua família: o registro de nascimento leva aos nomes dos pais, que podem levar a uma certidão de casamento, que pode levar aos nomes dos avós, e assim por diante.
  • Pode ser necessário visitar igrejas e cartórios para obter mais informações. Se possível, divida o trabalho (e a curiosidade) com outros familiares.

Você já pensou em registrar em livro a história da sua família? Essa é nossa especialidade aqui na Daria um Livro – fale conosco.

Leia também:
5 dicas para preservar memórias de família

Anúncios

Objetos de memória

Quando minha avó chegou ao Brasil com minha mãe, trouxe, no navio, um baú de ferro e madeira. Quando eu era criança, fazia de conta que aquele era o baú de um tesouro pirata.

Eu gostava de abrir a caixa pesada e ficar remexendo nas coisas que estavam dentro dela. Brincava que eram meus tesouros, embora nada ali se parecesse com as moedas de ouro e as joias que eu via nos filmes de pirata.

A verdade é que só hoje eu consigo perceber que aquele baú realmente guardava – e guarda – alguns dos tesouros da minha família.

Nosso baú está cheio de tecidos: toalhas, colchas, panos bordados, retalhos diversos. Minha avó costurava, e cada pedaço de pano ali tem uma história. Entre eles, uma toalhinha feita do linho que minha própria bisavó plantou, colheu, lavou, fiou, teceu e costurou. Tudo feito em casa por mãos que nunca cheguei a conhecer, mas que se comunicam comigo não só pelo desenho de minhas digitais, mas pelo toque de seu trabalho manual.

No baú também está uma colcha de frio feita com a lã dos carneiros que minha família criava em Portugal.  E alguns dos retalhos de pano comprados por minha avó na feira, já aqui no Brasil – tecidos que, com muita criatividade, foram transformados em peças de roupa para toda a família, e sem nenhum remendo visível, como até hoje todos se orgulham de lembrar.

Também estão lá os bordados da minha mãe, a renda fina da Ilha da Madeira dada pela vizinha em troca de um empréstimo num momento de necessidade…

Alguns objetos podem guardar parte da nossa história. Os trabalhos manuais são recordações que nos permitem tocar as mãos de outras gerações. E não precisam ser coisas grandiosas ou caras – importa apenas que nos ajudem a contar, sentir e ver um pouco da história que fez nossa vida ser o que é. Ainda quero aprender a tecer algo com as mãos, para dar minha contribuição ao nosso baú.

E você? Que objetos contam sua história?

E já pensou em transformar a história de sua família em livro? Conheça nosso trabalho.

[Marina Almeida]

As histórias de seus pais e avós

“Dona Cida tem memórias detalhadas sobre o momento em que a família se reuniu para fazer aquela foto. O dia começou cedo para ela: acordou as crianças às seis e meia para o banho. A roupa de cada uma delas já estava separada desde a noite anterior: um conjuntinho de bermuda e camisa branca para o filho mais velho; uma jardineira com camiseta azul para o mais novo. Às oito, irmãos, filhos, pais e avós deveriam estar a postos na porta do estúdio fotográfico, o único da cidade.”

Quem são aquelas pessoas na fotografia em preto e branco? Onde estavam e o que faziam? Quais são as lembranças mais antigas dos seus pais? Onde seus avós cresceram? Do que brincavam? Quais suas maiores lições?

Tudo isso cabe em um livro — das viagens e mudanças em família aos causos de interior. Nossa proposta é ouvir e gravar essas histórias com cuidado, para em seguida transcrevê-las e costurá-las em um texto que vá além da mera descrição de acontecimentos. Procuramos também registrar ali a identidade de quem conta a história: detalhes de sua fala, palavras favoritas, gestos e emoções.


***

Em busca de mais inspirações? Leia também:

Transformamos sua história em livro Transformamos sua história em livro
Memórias de infância Memórias de infância
Receitas e tradições de família Receitas e tradições de família
A trajetória da sua empresa A trajetória da sua empresa
Grandes pequenos momentos Grandes pequenos momentos