22 dicas e inspirações para escrever sobre sua infância

Algumas pessoas se lembram com clareza da própria infância. Outras têm mais dificuldade, talvez por estarem mergulhadas em preocupações da vida adulta.

Se você faz parte do segundo grupo, considere este convite: faça uma pausa, pegue caneta e papel, concentre-se. Busque uma memória de infância que costume vir com mais facilidade e mergulhe nela. Tente recordar sensações, pensamentos, lugares. Escreva livremente sobre tudo isso e perceba como outras lembranças virão em seguida.

Ao longo do nosso trabalho na Daria um Livro, percebemos que recordar é como puxar a linha de um novelo de lã. De história em história, de personagem em personagem, o emaranhado vai se soltando e compondo uma narrativa.

Dicas
No blog do site WriteShop, encontramos 22 perguntas e dicas que podem nos ajudar a escrever sobre nossas infâncias e reativar memórias adormecidas. Vamos a elas:

1. Pense nos seus amigos de infância. Liste seus nomes, características e brincadeiras favoritas.

2. Descreva suas memórias mais antigas. Quantos anos você tinha? Que imagens e sensações vêm à sua mente?

3. Você já tentou fugir de casa? Já se escondeu dos seus pais? Como foi?

4. Tente descrever a cozinha da sua avó ou da sua mãe. O que havia nela?

5. Descreva os lugares em que você morou quando criança – as casas, as ruas e vizinhanças.

6. Você tinha um quarto só seu ou dividia com irmãos? Como era?

7. Como você era quando criança? Tímido? Mandão? Sorridente? Você continua do mesmo jeito?

8. Que memórias você tem dos seus pais? Descreva algumas situações vividas com eles.

9. Escreva sobre alguma viagem que você fez quando criança. Estava de férias? Qual foi o destino?

10. Você gostava de se esconder em algum lugar?

11. Você ia à escola? Como eram seus colegas e professores?

12. Tente se lembrar de algo errado que você fez quando criança. Como foi? Como você se sentiu?

13. Você se machucou quando criança? Ficou doente? Conte como foi.

14. De que parentes você se lembra?

15. Como eram as datas comemorativas na sua casa, como Natal e Páscoa?

16. Sua família tinha algum hábito ou tradição? Descreva um ou dois deles.

17. Você teve contato com livros quando criança? Algum deles foi marcante?

18. Que jogos e brincadeiras você e seus irmãos ou primos faziam?

19. Qual era seu brinquedo favorito? Como ele era? Que sentimentos ele traz à sua mente?

20. Algum acontecimento assustou você quando criança? Procure descrevê-lo.

21. Que expressões você ouvia quando criança? Que conselhos recebeu? Você levou algum deles para sua vida adulta?

22. Quais são suas memórias mais felizes de infância? Tente descrevê-las.

Gostou das inspirações? Essa lista de perguntas também é bem útil se você pretende entrevistar familiares e registrar suas histórias de vida.

(Traduzido e adaptado de 22 writing prompts that jog childhood memories – Write Shop)

Se você está pensando em escrever um livro de memórias ou registrar a trajetória da sua família, a Daria um Livro pode ajudar a concretizar esse projeto. Saiba mais aqui.

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Como fazer sua árvore genealógica

Árvore genealógica é um diagrama que representa o histórico familiar de uma pessoa ou de um grupo de pessoas. Os nomes dos antepassados – pais, avós, bisavós, tataravós – são conectados por linhas que indicam casais, filhos e irmãos.

Começando com seu nome na base, a típica árvore genealógica cresce para o alto e vai formando uma “copa” cada vez maior. Afinal, você tem dois pais (pai e mãe), quatro avós, oito bisavós e 16 trisavós (que muitos chamam de tataravós). Caso você esteja interessado em representar apenas uma ramificação da sua família, também é possível montar uma árvore parcial.

A árvore genealógica é uma ferramenta bem útil para quem está pesquisando a história da própria família, seja para guardá-la como registro ou para solicitar cidadania em outro país.

Algumas dicas para enriquecer sua árvore genealógica:

  • Busque os nomes completos e corretos (atenção à grafia) dos sobrenomes.
  • Acrescente retratos, caso tenha.
  • Anexe à arvore e aos nomes outras informações relevantes, como datas importantes (nascimento, chegada ao Brasil, casamento, óbito), nacionalidade, local de nascimento, profissão.

Como criar a árvore genealógica

Se você estiver montando sua árvore em papel, considere digitalizá-la. É uma boa forma de manter o registro mais seguro e compartilhar com outras pessoas.

Também é possível criar a árvore do zero já em formato digital. Para isso, você pode usar programas de computador tradicionais, como o Excel ou outro aplicativo de planilhas ou o Microsoft Word. O Canva, um aplicativo on-line de design, também oferece alguns modelos gratuitos.

Existem sites que combinam funcionalidades: montar sua árvore e pesquisar registros de antepassados. É o caso do MyHeritage, do Geni, do Genoom e do Family Search.

O que aconselhamos: se quiser utilizar um desses sites, pesquise bem as opções e leia com cuidado as condições de uso. Alguns deles têm serviços pagos e usarão suas informações (pessoais e familiares) para alimentar a própria base de dados. De um lado, isso pode ajudar outras pessoas a encontrar parentes distantes e informações sobre seus antepassados. Por outro lado, sabemos que os dados também podem ser usados de outras formas, para propaganda, direcionamento de campanhas específicas etc.

A título de curiosidade: o site Family Search, por exemplo, é um braço da Igreja Mórmon – no Brasil, conhecida como Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Embora o site não faça propaganda ostensiva da igreja e seja de fato útil na pesquisa de documentos, há casos de “batismo póstumo” (e, portanto, involuntário) que já causaram bastante polêmica. Sobre isso, recomendamos a leitura desta matéria da Vice: Como e por que os mórmons estão catalogando todos os registros civis do Brasil.

Obtendo informações sobre seus antepassados

Hoje, já existe bastante informação on-line sobre imigrantes que chegaram ao Brasil, principalmente nos séculos 19 e 20. O Museu da Imigração, por exemplo, tem um ótimo acervo digital e uma equipe dedicada a ajudar qualquer cidadão na busca por informações.

Para a maioria dos casos, contudo, ainda é necessário realizar pesquisas mais demoradas, manuais e trabalhosas, mas que podem valer muito a pena justamente pelas descobertas do processo:

  • Converse com seus familiares mais velhos. Pergunte sobre nomes, sobrenomes, informações de antepassados, lugares e datas.
  • Procure e guarde os documentos que encontrar. Lembre-se que os registros dos documentos “puxam” outros, que ajudarão você a montar o quebra-cabeças da sua família: o registro de nascimento leva aos nomes dos pais, que podem levar a uma certidão de casamento, que pode levar aos nomes dos avós, e assim por diante.
  • Pode ser necessário visitar igrejas e cartórios para obter mais informações. Se possível, divida o trabalho (e a curiosidade) com outros familiares.

Você já pensou em registrar em livro a história da sua família? Essa é nossa especialidade aqui na Daria um Livro – fale conosco.

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5 dicas para preservar memórias de família

5 dicas para preservar memórias de família

Já aconteceu com todo mundo: você está folheando o álbum de fotos de família, depara-se com uma imagem e não sabe quem são as pessoas que aparecem naquela foto. Pergunta para um familiar, que também não sabe… e a dúvida permanece.

É claro que situações como essa acabam se transformando em momentos de muita conversa e descobertas. Mas que tal organizar as informações e registrar as lembranças para o futuro?

Reunimos 5 dicas para preservar as memórias de família:

1) Registre em texto informações sobre fotografias
Quem são aquelas pessoas? Onde estavam? O que faziam? Que época era aquela? Você pode fazer anotações no verso das imagens ou (melhor) em um arquivo separado – pode ser em papel ou no formato digital.

2) Faça uma árvore genealógica e, se possível, digitalize e guarde os documentos que encontrar
Anote os nomes completos de seus familiares e antepassados. Existem ferramentas on-line que facilitam a criação da árvore, como o Canva. Para mais detalhes e ideias, veja também este passo a passo.

3) Entreviste seus familiares e registre suas histórias e lembranças
Você pode gravar as entrevistas em áudio ou vídeo. Imagine que incrível será rever o material daqui a alguns anos! Outra opção é fazer um livro, nossa especialidade aqui na Daria um Livro – saiba mais sobre nosso trabalho 🙂

4) Digitalize as fotografias mais significativas
Esse é um passo importante, já que as fotos impressas se deterioram com o tempo. Se o volume for muito grande, escolha as imagens mais significativas. Para mais segurança, armazene em um pen drive e também em algum serviço de nuvem, como o Google Drive ou o Dropbox.

5) Considere restaurar algumas das fotografias impressas mais desgastadas
Existem profissionais especializados em restauração digital de fotografias. Nós já testamos esse serviço e gostamos muito do resultado – veja aqui o antes e depois.

Sua história importa.
Sua história é única.
Sua história daria um livro.
Fale conosco.

Uma visita à casa (e à obra) de Guimarães Rosa

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Cordisburgo (MG) é uma cidadezinha de menos de 10 mil habitantes e a terra natal do escritor Guimarães Rosa. Na casa-museu do autor, que viveu ali até os 9 anos de idade, podemos conhecer um pouco mais sobre sua vida, sua obra, suas inspirações e a origem de seus personagens tão singulares…

A casa mantém a decoração de uma moradia do interior no início do século 20. O quarto da família tem terços, oratório e colcha bordada; a cozinha, fogão a lenha, panelas de ferro, pilão e cristaleira; além de um poço e um carro de boi no quintal dos fundos.

O pai de Guimarães Rosa tinha uma venda e conta-se que o primeiro contato do autor com as falas e as histórias sertanejas vem do que ele ouvia ali enquanto seu pai trabalhava. Na venda encontramos os produtos que serviam à vida daqueles tempos: os artigos de couro e de palha, os vasos de barro, o berrante, ­os brinquedinhos da época, os chapéus e as violas, as espingardas, as selas, os esteios, entre outros.

Descobertas sobre Rosa

O museu também possui um grande acervo sobre Guimarães Rosa. A máquina de escrever do autor, objetos de seu escritório pessoal, cartas, originais de suas obras e as correções feitas por ele. Podemos ver ali o longo processo por trás de cada um de seus trabalhos: ele relembrava, com a ajuda de cartas ao pai, as histórias da região, pesquisava sobre as plantas e o vestuário das pessoas, fazia viagens… Claro que seu trabalho ia muito além de recolher essas histórias, transformando-as em grandes obras literárias, mas é interessante ver que mesmo um grande autor precisa estudar e pesquisar. Não se cria no vazio, é preciso perguntar, ver e ouvir de peito aberto a natureza e o povo do sertão para escrever sobre ele. Viver para contar.

Portal do sertão

A cidade ainda abriga o Portal do Sertão, uma homenagem ao escritor e a alguns de seus personagens mais famosos: sete estátuas em bronze, que representam parte do bando de jagunços de Riobaldo – do livro Grande Sertão: Veredas. Atrás deles, de óculos, papel e caneta na mão, o próprio autor nos sorri e parece cumprimentar quem se aproxima de sua criação.

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Leia mais sobre o passeio a Cordisburgo (MG)

[Marina Almeida]

Oficina na escola: uma conversa sobre escrita e jornalismo

oficinanaescolaPor que escrever? Como colocar as ideias no papel? Quais as características da escrita no jornalismo e na literatura? Estivemos no dia 22 de maio na escola Luciane do Espírito Santo, na zona leste de São Paulo, para conversar com os alunos do terceiro ano do Ensino Médio sobre questões como essas.

Chegamos até lá por meio da iniciativa Quero na Escola, que conecta alunos da escola pública à comunidade externa. Os estudantes divulgam suas demandas – por palestras, oficinas, atividades – e voluntários se apresentam para atendê-las.

Começamos a conversa abordando nossas motivações para escrever: organizar ideias, memorizar e enxergar melhor as coisas do mundo e a nós mesmos. O escritor Hélio Pellegrino afirma que escrever é nascer – ou seja, dar-se conta da própria humanidade e, com ela, da própria finitude.

As boas histórias não estão apenas nos acontecimentos grandiosos, mas também nas situações do dia a dia, nas repetições, nos lugares simples. Escrever é colocar uma lupa sobre os detalhes da vida e, com isso, expandir nossa compreensão sobre o mundo e nosso universo interior.

Exercício de atenção
Vivemos tantos de nossos dias no automático: acordar, cumprir nossas rotinas da mesma forma, transitar pelos mesmos lugares sem prestar muita atenção à nossa volta. Se você olhar bem, fará descobertas mesmo naqueles locais por onde passa há anos.

Uma forma de sairmos desse “modo automático”, mesmo que apenas por alguns instantes, é realizar atividades simples de maneira mais lenta e com foco no momento – a chamada atenção plena.

Tente passear pelas ruas do seu bairro observando as casas, os comércios, as pessoas, os sons que se sobrepõem – procurando colocar sua atenção em uma coisa por vez. Ou tomar um copo de água em dez ou quinze minutos: observe bem a sensação de segurar o copo, a temperatura da água, os sabores sutis.

Nossa proposta aos alunos foi comer um biscoito de maneira lenta: qual a textura? Qual o cheiro? Que lembranças ele evoca? Há sabores em camadas? E será que o biscoito é mesmo tão bom quanto imaginávamos ou como vendia a embalagem? Por fim, que textos poderiam nascer dessa experiência?

Jornalismo
Os estudantes compartilharam seus hábitos de escrita – poemas, diários, recados, lembretes – e quiseram saber mais sobre o curso de jornalismo e o dia a dia profissional.

Conversamos sobre como a profissão mudou muito (e muito rápido) nos últimos anos: muitos veículos impressos deixaram de existir, redações foram reduzidas, ainda não existem fórmulas seguras para “fazer dinheiro” com jornalismo na internet. Muitas vezes falamos em “crise” na profissão, mas o ideal talvez seja chamarmos de transição: quem está na área ou pretende entrar nela deve estar disposto a pensar em novas alternativas e formatos inéditos. Há muito a ser construído.

Além disso, em meio à atual profusão de notícias falsas, temos muito a ganhar com a difusão dos princípios éticos e do senso crítico que sempre acompanharam o (bom) jornalismo.

De novo, é preciso sublinhar a necessidade de atenção: resista por um momento à tentação do botão “compartilhe”, reflita um pouco e questione as informações que você vê nas redes sociais – ou mesmo nos veículos de mídia profissionais. O que está sendo dito e não dito? De onde vêm os dados e as conclusões apresentadas? Qual é a fonte e qual sua credibilidade? Existe um autor que se responsabiliza por aquela informação? Que interesses estão em jogo?

Agradecemos aos professores e alunos da Escola Estadual Luciane do Espírito Santo e à iniciativa Quero na Escola pela oportunidade de trocar tantas ideias e aprendizados. A construção de um mundo mais justo, aberto e livre começa pela educação.


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Como transformar posts de redes sociais em livro

Tenho uma amiga que publica com frequência pequenas crônicas de seu cotidiano nas redes sociais – texto bem escrito, olhar apurado e bem-humorado para as pequenas aventuras do dia a dia. Ela, que é também uma grande leitora, nunca havia levado a sério minhas sugestões de que guardasse seus textos também fora das redes sociais de algoritmos desconhecidos e regras que sempre mudam sem nosso prévio conhecimento. Foi quando tive a ideia de reunir seus textos num pequeno livro. Quando entreguei o presente ela ficou muito surpresa: disse que não imaginava que já tinha escrito tanto e que nem se lembrava mais de algumas histórias registradas.

Grande parte do trabalho foi encontrar seus textos entre as fotos, notícias e outras publicações que postamos diariamente em nossas redes. Daí que minha primeira sugestão para todos que gostam de escrever e postar nas redes sociais – sejam crônicas, pequenas histórias cotidianas, frases engraçadas dos filhos ou comentários políticos, econômicos ou sociais mais elaborados – é: guardem também num arquivo pessoal seus textos, pois muitos podem se perder nesse processo. Como eu disse a ela, queria um livro que fosse inspiração e também espelho, em que ela pudesse se reconhecer, para incentivá-la a continuar escrevendo e, quem sabe, um dia publicar suas histórias para mais pessoas. Acredito ter conseguido alcançar meu objetivo.

Reunidos os textos, meu próximo passo foi organizá-los, fazer o sumário e o prefácio (onde escrevi minha dedicatória). Em seguida, cuidei da diagramação dos textos, design da capa, impressão, encadernação… Pronto: tinha um livro de 60 páginas, inédito e muito pessoal para presenteá-la.

E vocês, já olharam para as publicações de seus blogs e redes sociais e pensaram neles como o início de algo maior, mais perene? Ou procuram um presente especial para um familiar ou amigo que gosta de escrever? Ou talvez de desenhar, pintar… São muitas as possibilidades de fazer lindos presentes e ainda incentivar um merecido talento. E nós podemos ajudar com todo o processo de revisão, edição, design e impressão do livro, é só entrar em contato conosco! 🙂

[Marina Almeida]

[BLOG] Faça download gratuito das obras de Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 21 de junho de 1839 no Rio de Janeiro. Morreu em setembro de 1908, aos 69 anos. Mestre da ironia, é considerado por muitos como o maior nome da literatura brasileira. Neto de escravos alforriados, ele não frequentou a escola de forma regular — foi um autodidata.

As obras de Machado estão em domínio público e, portanto, o acesso a elas é livre e gratuito. Reunimos, a seguir, alguns links para baixar seus contos e romances em formato digital:

– No endereço http://machado.mec.gov.br/obra-completa-lista, está disponível a obra completa de Machado de Assis, nos formatos PDF e HTML — dos livros mais famosos a seus textos de crítica literária.

– No site LeLivros, é possível baixar romances e coletâneas de contos em vários formatos: ePUB (livro digital), mobi (para leitura no aparelho Kindle), pdf e leitura online. Algumas sugestões:

  1. Memórias Póstumas de Brás Cubas, a obra-prima cujo narrador é um autor defunto (ou seria um defunto autor)?
  2. Dom Casmurro, outra obra-prima sempre lembrada pelas listas de leitura para vestibulares. Embora muitos leitores considerem a pergunta Capitu traiu Bentinho? como algo central na narrativa, mais importante é perceber como Machado constrói o narrador, que está ali para dar sua versão dos acontecimentos, e não para apresentar um retrato imparcial da verdade.
  3. Memorial de Aires, útimo romance de Machado. Construído como um diário, muitos enxergam nesse livro elementos autobiográficos.
  4. 50 Contos de Machado de Assis, antologia de 2007. Está ali A Cartomante, um dos contos mais lidos de Machado.
  5. Quincas Borba, a história de um homem que recebe toda a herança e o cachorro de um filósofo.

 

Já conhece a Daria um Livro? Somos uma editora especializada em livros personalizados. As memórias de seus avós e seus pais, lembranças de viagens, momentos marcantes entre amigos, histórias de amor… Tudo isso pode ser transformado em livro. Saiba mais sobre nosso trabalho.

[BLOG] De Camões à diversidade de sotaques da língua portuguesa

10 de junho: data de morte do poeta Luís Vaz de Camões (1524 – 1580) e, desde o começo do século 20, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. No passado, a data chegou a ser exaltada por regimes nacionalistas e totalitários. Hoje, podemos usá-la como ponto de partida para admirar a diversidade dos países e territórios que falam português. Sabia que há falantes da língua na China e na Índia?

Com 273 milhões de falantes, o português é a quinta língua mais falada no mundo. É o idioma oficial de nove países (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste) e de uma entidade independente (Macau, na China). Na Índia, o português é falado por comunidades do estado de Goa. Veja o mapa:

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[Créditos: Jonatan argento (Wikipedia en portugués, español, inglés y francés.) , via Wikimedia Commons]
São Paulo é a cidade com o maior número de falantes de português em todo o mundo. E, na metrópole paulista, cabem praticamente todos os sotaques do país: o modo de falar das pequenas cidades do interior, das cidades do Nordeste, do carioca, do gaúcho…

Como é a sua maneira de falar o português? E a dos seus pais e avós? Ao escrever nossos livros aqui na Daria um Livro, temos a preocupação de registrar no texto aspectos da fala dos nossos personagens reais. Conheça alguns de nossos livros.

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[BLOG] Georgina, a voz no livro

Um dos vídeos mais interessantes (e belos) que mostram a riqueza dos sotaques dos falantes de português é este, em que um mosaico de rostos, vozes e culturas declama o texto O Paraíso São os Outros, de Valter Hugo Mãe:

(Sério. São 15 minutos de vídeo que valem muito a pena ser vistos.)

[BLOG] Como preservar fotos impressas

4 cuidados essenciais para garantir que as fotos não se deteriorem com o tempo

Sempre gostei de olhar os álbuns de fotos antigas da minha família. Aquelas pessoas em preto e branco — mulheres sempre de saia e homens de chapéu — pareciam ser de um outro mundo, mas não: eram meus pais e avós quando tinham a minha idade.

Depois de um tempo olhando para aquelas pessoas tão diferentes, começava a enxergar nossas semelhanças: aquele sorriso era mesmo o da minha vó — ainda hoje, tanto anos depois —, o rosto daquela criança pequena lembrava mesmo meu pai, o olhar daquela moça bonita era o da minha mãe… E aí começava a me ver também nos traços daquelas pessoas.

“De tudo fica um pouco”, como escreveu Drummond sobre retratos e memórias de família. “Fica um pouco do teu queixo no queixo da tua filha.” Perceber essas pequenas ou grandes heranças era como desvendar um mistério guardado pelo tempo.

Mas será que essas fotos, que podem nos revelar tanto sobre outros tempos e nossas origens, estão armazenadas de forma adequada? Ou, por descuido e desconhecimento, estaríamos encurtando sua vida útil?

Para nos ajudar a preservar fotografias impressas (antigas ou recentes), conversamos com Júlio Prado, impressor fine art da Papel Algodão, estúdio de impressão certificado que atende galerias, artistas e fotógrafos profissionais e amadores.

Confira as principais dicas dele: 

Limpeza
Júlio explica que não é recomendado utilizar nenhum produto abrasivo nas imagens e que qualquer substância que não seja de PH neutro pode danificar as fotos. “Existem alguns produtos e papéis importados que podem ser utilizados para este fim. Os produtos se chamam PEC Pad e PEC-12 e podem ser encontrados na Casa do restaurador”, recomenda.

Armazenamento
“O ideal é armazenar as fotos impressas em caixas ou em álbuns de material neutro, se possível separadas por papel glassine”, diz Júlio. Antigamente, ele explica, alguns álbuns possuíam folhas de separação ou proteção feitas de um material plástico que não era neutro. Por isso, essas folhas amarelavam com o tempo e transferiam acidez para as fotos, que também se deterioravam. Hoje, porém, existem álbuns com folhas de papel glassine neutro que funcionam como separadores e protetores das fotos.

Cuidados com o porta-retrato
“O maior inimigo das fotos é a própria luz”, alerta o impressor. Por isso, porta-retratos não devem receber luz solar diretamente. Ele também recomenda evitar porta-retratos com fundo de um material conhecido como eucatex, que é ácido.

Restauração de fotos deterioradas
Se as fotos já foram danificadas, Júlio indica usar os produtos PEC pad e PEC-12 para limpá-las e neutralizar parte do efeito sofrido. “O ideal é mantê-las em uma caixa de PH neutro e no escuro”.

Além disso, ele sugere que as fotos sejam digitalizadas (veja como cuidar das fotos digitais) e os arquivos, então, restaurados em softwares de edição de imagens. Depois, é possível fazer uma nova impressão em papel de algodão ou alfa celulose. Lembrando que essas cópias também devem ser mantidas ao abrigo da luz.

Outra opção é imprimir as imagens em um livro que pode ser distribuído para os familiares e trazer, além de fotos e informações sobre datas e lugares, detalhes sobre a trajetória de sua família.

As memórias de seus avós e seus pais, lembranças de viagens, momentos marcantes entre amigos, histórias de amor… Tudo isso pode ser transformado em livro. Não sabe por onde começar? Entre em contato conosco! A Daria um Livro escreve e edita suas histórias, ajudando você a preservar memórias.

[Marina Almeida]

[BLOG] Veja algumas inspirações para diários e agendas

Agendas e diários não precisam ser monocromáticos e sisudos. Vale escrever, desenhar, rabiscar, colar adesivos e lembretes… Tudo para tornar a experiência de registrar e relembrar algo divertido e relaxante.

Canetas, lápis coloridos e [insira aqui seus artigos favoritos de papelaria] a postos! Reunimos abaixo algumas inspirações que encontramos no Pinterest.

Quer registrar em livro suas histórias? Homenagear alguém com um presente especial? Organizar suas memórias e fotos de viagem? Conheça nosso trabalho.

(*Clique sobre as imagens para navegar entre elas)


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