[BLOG] Human library: uma biblioteca onde os livros são pessoas

Em vez de livros, pessoas. Em vez de páginas impressas, uma conversa enquanto se toma um café. Eles têm um título, podem ser “alugados” por um tempo e mostram a você uma outra perspectiva das coisas (da vida, dos problemas, das trajetórias possíveis). E, sim, perguntar faz parte dessa interação.

Tudo começou em 1993, quando um grupo de jovens de Copenhague (Dinamarca) criou a organização Stop the violence, nascida do trauma de perder um amigo assassinado. A ideia era mobilizar jovens do mundo todo contra a violência. A organização cresceu e, em 2000, foi convidada a desenvolver atividades durante um dos maiores festivais de música europeus, o Roskilde Festival. Nascia ali o projeto Human Library (Biblioteca Humana), hoje presente em várias cidades do mundo.

Os encontros entre “livros” e leitores-ouvintes costumam acontecer durante eventos organizados em locais como universidades, bibliotecas tradicionais e centros de cultura.

Tem tudo a ver com empatia — a capacidade de se colocar no lugar de alguém, de entender que não podemos tomar nossas experiências como régua para julgar todos à nossa volta (ou além dela). Quanto da violência não nasce justamente da falta de contato com o diferente?

Não julgue o livro pela capa

A Human Library foi concebida para construir um ambiente positivo para conversas que desafiem estereótipos e preconceitos por meio do diálogo. A biblioteca humana é um lugar onde pessoas reais estão à disposição dos leitores. Um lugar onde perguntas difíceis são esperadas, apreciadas e respondidas.”
(http://humanlibrary.org/)

O site do projeto destaca alguns de seus livros humanos: uma mulher que cria sozinha seu filho, um homem que sofre com perda auditiva e de visão, muçulmanos, um jovem autista, um morador de rua, uma refugiada, uma mulher diagnosticada com transtorno bipolar… Quem conta sua história se beneficia do efeito terapêutico de dividir suas experiências. Quem ouve tem a oportunidade de expandir sua visão de mundo.

A maioria do conteúdo disponível sobre o projeto está em inglês (incluindo vídeos no Youtube). No Brasil, a iniciativa foi tema de reportagem da revista Época em julho de 2016. A revista produziu um vídeo com textos em português — incluindo uma entrevista com um dos “livros”:

[FLÁVIA SIQUEIRA]

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